Quarta-feira, Agosto 19, 2009

Influências da impressa sobre o vírus Influenza

Vamos aos números (somente consegui dados dos EUA):
Nos Estados Unidos, em torno de 200.000 internamentos por complicações por ano.
Também nos EUA, em média 20.000 mortes por ano.
Existência em todo o mundo.
Já matou milhões no mundo numa pandemia.
É um vírus e seu nome é Influenza.

Gripe suína?

Não. Estes dados são de uma doença que praticamente todos pegam todos os anos. GRIPE.

Daí vem a impressa me dizer dos grupos de riscos: crianças, idosos, gestantes, pessoas debilitadas. “Tomem cuidado, pois vocês são o grupo de risco da gripe suína”. E o grupo de risco da gripe “comum”? Adivinha.... crianças, idosos, gestantes e pessoas debilitadas.

A nova gripe é mais fatal? A taxa de mortalidade da gripe “comum” é em torno de 0,5%. Da tal nova gripe é 0,6%. Realmente mata “MUITO” mais.

Mais comparações: neste ano, dos casos comprovados de gripe comum, cerca de 17% tiveram dificuldades respiratórias. Dos casos comprovados do vírus H1N1 14% tiveram dificuldades respiratórias. Doença mortífera.

Não tem cura? Adivinha o tratamento... os mesmos remédios para a gripe “comum”.

Conforme minhas andanças por sites diversos, não houve alteração em: casos de gripe (“comum” ou H1N1), casos de morte por gripe (“comum” ou H1N1) ou complicações.

Outra doença infecto-contagiosa é a meningite. Também mata, sabia?!? No ano passado morreram 19 pessoas devido à meningite. Pararam as escolas e faculdades? Isso deve ser porque apenas entre 10% e 20% das pessoas que contraem a doença morrem. Não muita coisa.

E a tuberculose? Também infecto-contagiosa. Mata em torno de 5.000 pessoas por ano, o que dá quase 500 pessoas por mês. O que dá em torno de 20 pessoas por mês em cada estado (estamos falando de médias). E nunca ouvi nada a respeito na impressa, nas escolas.

Mais números:
Muito menos de 0,01% da população já contraíram o novo vírus (isso comprovadamente).
Destes 0,01% cerca de 0,6% morrem (taxa mundial).
Dobrando as taxas e fazendo uma conta rápida temos uma probabilidade de morrer devido a nova gripe de 0,00024%. Muito ou pouco? Isso dá em torno de 1 chance em 400.000.

No Brasil é diferente, terceiro mundo, né?!?
Também menos de 0,01% da população contraíram.
Cerca de 5% morreram.
Dobrando e fazendo as contas: 0,002% de morrer ou 1 chance em 50.000.

Minha sugestão: antes de pensar em deixar de freqüentar lugares públicos, usar máscaras, ou fugir de todos que espirrem, digite no Google algo como: H1N1 exagero, influenza boato.

Perguntas:
E o presidente de Honduras?
E as tropas americanas no Iraque?
Crise?
Terrorismo?

Só sei de uma coisa: não tenho medo de gripe, seja ela qual for, e não pego “atestado” por causa disso.
***
Obs.: Não consegui ficar quieto com este papo de gripe e resolvi voltar (pra alguma coisa serviu). O texto acima é de um e-mail que escrevi e andei passando pra uns e outros.

Quinta-feira, Janeiro 29, 2009

Semelhanças...

Que me desculpem quem gosta dela (aliás, pobre de quem gosta dela)(aliás, tem gente que não vai gostar deste último parenteses), mas cada vez que eu escuto a Mallu Magalhães eu lembro do Jordy.

Diga-se de passagem: ambos com a mesma qualidade musical.

Não conhece a Mallu Magalhães?!? Sorte sua... mas da pra ler um pouquinho sobre ela aqui.

Não conhece o Jordy?!? Você deve ter menos de 20 anos... mas da pra ler um pouquinho sobre ele aqui.

Quinta-feira, Dezembro 25, 2008

Chega...

Declaro suas palavras insignificantes
Tudo que você disser não poderá ser usado
Contra você, contra mim ou qualquer outra pessoa
Que meu silêncio seja seu inferno
E a indiferença do mundo seu castigo

Domingo, Dezembro 14, 2008

O Google vai dominar o mundo

Voltando ao mundo virtual (onde tudo acontece) depois da correria do final de ano no trabalho e as provas finais na universidade. E tem mais: é incrível como é só pagar a conta da Internet que tudo volta a funcionar. E falando nisso já reparam que o Google vai dominar o mundo?

Temos a informação que queremos na rede (tanto verdadeiras, como falsas), todas espalhadas pelos quatro cantos do mundo, mas como você faz para localizar tais informações?

Alguém pergunta hoje em dia como faz pra chegar em algum lugar?

Você compraria um CD-ROM de um dicionário Inglês-Português?

Quantas pessoas você conhece que utilizam a Internet e não possuem um perfil cadastrado no Orkut?

Alíás, sabe a quem pertence o Blogspot?

Eu tenho no meu computador uma barra lateral com temperaturas em Curitba, New York, Sidney e Tókio, todas com previsão do tempo para os próximos três dias (a “menina do tempo” está com os dias contados).

E vem aí o sistema Google para telefones celulares. Escreva: ele vai derrubar o I-Phone.

E eu teria uma lista imensa de exemplos, mas é só restar mais atenção quando conectado que você verá a onipresença do dito.

Daqui a dois anos eu já sei o que quero: Google para presidente.

Domingo, Novembro 09, 2008

Americanos, Crise, EU...

Um bando de americanos resolve não pagar a conta.
Alguns bancos quebram.
Caem as ações, bolsas quebram.
Televisão só fala na crise mundial.
Brasileiros deixam de comprar.
Concessionárias de carros deixam de vender.
Montadoras de carros deixam de produzir.
Fornecedores deixam de fornecer.
Corte de gastos, custos.
Funcionários são mandados embora.
Colegas de trabalho viram desempregados.
Entre esses colegas de trabalho alguns amigos.
Um dia também pode chegar a minha vez.
Chato, muito chato.

Odeio os americanos....
A foto do Bush é só porque ele representa, politicamente, o povo americano. Não que a culpa seja (somente) dele.

Sábado, Novembro 01, 2008

Nada mudou



Todos devem conhecer as músicas abaixo:

Desordem (Titãs - 1987)
Não sei se existe mais justiça
Nem quando é pelas próprias mãos
População enlouquecida
Começa então o linchamento
Não sei se tudo vai arder
Como algum liquido inflamável
O que mais pode acontecer
Num país pobre miserável
E ainda pode se encontrar
Quem acredite no futuro

Violência (Titãs - 1987)
Com os amigos que tenho não preciso inimigos.
Aí fora ninguém fala comigo.
Será que tudo está podre, será que todos estão vazios?
Não existe razão, nem existem motivos.
Não adianta suplicar porque ninguém responde,
Não adianta implorar, todo mundo se esconde.
É difícil acreditar que somos nós os culpados,
É mais fácil culpar deus ou então o diabo.

Que país é este (Legião Urbana - 1987)
Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?

Geração Coca-Cola (Legião Urbana - 1985)
Depois de 20 anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser

Bang bang (Paralamas do Sucesso - 1989)
Mas naquele dia até Deus se escondeu
Não quis ouvir pedidos de socorro
A voz da razão sumiu
Quando a polícia civil subiu o morro

Fogo sobre os dois irmãos
Nem mão nem contra-mão
É só sangue, terra e cocaína

Perplexo (Paralamas do Sucesso - 1989)
Desempregado, despejado, sem ter onde cair morto
Endividado sem ter mais com que pagar
Nesse país, nesse país, nesse país
Que alguém te disse que era nosso
Ah, ah, ah, ah...

Veraneio Vascaína (Capital Inicial - 1986)
Se eles vêm com fogo em cima, é melhor sair da frente
Tanto faz, ninguém se importa se você é inocente
Com uma arma na mão eu boto fogo no país
E não vai ter problema eu sei estou do lado da lei

Gritos na Multidão (Ira! - 1986)
Estou desempregado, estou desgovernado
A fome me faz mal, estou passando mal
Mas vou entrar na luta, eu vou sair na rua
Já vejo a poluição
Já esta ficando perto
Esse e o coração da maquina do esperto


Existem muitas semelhanças entre elas: todas de bandas de rock brasileiras, são de bandas de São Paulo ou Brasília, todas as bandas ressurgiram recentemente (ou não tão recentemente assim, hehe), etc.

Mas o que eu quero ressaltar aqui é o seguinte:
- Todas as músicas abordam temas sociais ou políticos
- Todas as músicas podem ser consideradas atuais
- Todas as músicas foram escritas à duas década atrás (ou mais)

De lá pra cá já passamos por Sarney, Collor, Itamar, FHC e luis inacio da silva, e alguma coisa mudou em nosso país?!?
Culpa deles?!?
Isso me lembra a história de amigo, que vários anos depois do serviço militar encontra na rua - numa loja ou coisa assim - um sargento daquela época. Resolve soltar alguma piada, "tirar um sarro" e o que ele ouviu foi o seguinte:
- Nada mudou, 14, nada mudou.....
Pra gente também: nada mudou, nada mudou....

Sábado, Outubro 25, 2008

Papagaios?!?

Você conhece o significado das palavras abaixo?
Fúlgido
Brado
Resplandecer
Vívido
Retumbante
Clava
Fulguras
Colosso
Plácido
Cruzeiro
Penhor
Lábaro
Flâmula
Impávido
Florão
Garrida

E sabe cantar o hino nacional? Porque todas as palavras acima estão no hino nacional brasileiro.

Aprendemos a cantar desde pequeno (questão de civismo), porém duvido todos saibam o significado de todas estas palavras. Somente os mais letrados saberão o significado destas palavras (eu, obviamente, não sabia de todas). Fico pensando então nos nossos brilhantes jogadores de futebol, cantando o hino antes de um jogo.

Seriamos nós papagaios? Um papagaio a repetir aquilo que nos ensinam? Será que um dia ensinarão aos nossos jovens a interpretar o hino nacional? O que esta música quer dizer? Qual a mensagem de todas estas palavras pomposas? PRA QUE TEMOS UM HINO?!?

Não sei, prefiro não pensar na educação no Brasil... O negócio é eu rezar um “pai-nosso” e ir dormir tentando esquecer destas coisas...

GlossárioFúlgido: que brilha, cintilante
Brado: Grito
Resplandece: que brilha, iluminada
Vívido: intenso
Retumbante: som que se espalha com barulho
Clava: arma primitiva de guerra, tacape
Fulguras: Brilhas, desponta com importância
Colosso: grande
Plácidas: calmas, tranqüilas
Cruzeiro: Constelação (estrelas) do Cruzeiro do Sul
Penhor: garantia
Lábaro: bandeira
Flâmula: Bandeira
Impávido: corajoso
Florão: flor de ouro
Garrida: Florida, enfeitada com flores